Software como commodity

Estava estudando este material sobre as principais licenças de open source usadas atualmente e fiquei surpreso com o declínio da GPL, que era de 50% em 2012 e agora está por volta de 45%.Um artigo na javaworldsustenta que esta queda deve-se ao fato dos desenvolvedores não se importarem mais com a licença do software que é gerado.De fato, a produção de código sob a chancela do movimento open source parece ser um caminho sem volta e as recentes decisões da Microsoft (Linq, Roslyn, entre outras) mostram que este parece ser mesmo o caso.

Isto leva a um problema enfrentado pelas grandes corporações: se código está sendo gerado livremente qual o incentivo que tenho para investir em desenvolvedores top? qual o incentivo para estimular inovação?

As startups e empresas pequenas (que depois tornam-se grandes) já entenderam que isto é uma falácia. Software é commodity no sentido de que ele é um asset fácil de se conseguir. Todavia a qualidade do que é gerado é onde é gerado o valor desta commodity: é este o ponto que as empresas fortune200 têm que atacar: como aproveitar a comoditização do software (no sentido de disponibilidade e acesso) para fazer algo grande?

É isto que tem tornado aquelas startups e empresas pequenas em grandes competidoras dos mercados.

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